domingo, 21 de novembro de 2010

A consciência não-local



CONSCIÊNCIA COMO FENÔMENO NÃO-LOCAL

Um experimento realizado pelo neurofisiologista mexicano Jacobo Grinberg-Zylberbaum e colaboradores indica claramente que a noção de não localidade quântica pode ser estendida à consciência. O trabalho foi realizado no Instituto Nacional para el Estudio de la Concienci. Foi Wolf quem primeiro postulou a noção de não localidade para a consciência.

O experimento de Grinberg-Zylberbaum poderia ser replicado do modo descrito a seguir.

Dois sujeitos A e B que tenham história de telepatia espontânea e interação emocional, seriam instruidos a interagir durante um período de 30 a 40 minutos, até começarem a perceber a existência de uma "comunicação" entre eles, quando seriam envolvidos por uma blindagem de Faraday (espaço fechado e metálico que bloqueia os sinais eletromagnéticos). A e B seriam mantidos em compartimentos separados, sem possibilidade de comunicação sensorial entre ambos. Sem que nenhum deles soubesse, seria mostrado um sinal luminoso piscante a um deles. A escolha sobre a quem seria mostrado o sinal piscante, seria aleatória. Ao ser acendido o sinal luminoso em A ou B, isto provocará um potencial evocado no cérebro que recebeu o sinal luminoso piscante. O potencial evocado é uma resposta eletroencefalográfica produzida por estímulos sensoriais, capaz de ser medida pelo traçado eletroencefalográfico (EEG). Enquanto A e B mantivessem a "comunicação telepática", o cérebro não estimulado deverá registrar também um traçado EEG denominado potencial de transferência, algo que se assemelharia bastante à forma e à força do potencial evocado do cérebro estimulado.O aparecimento dos potenciais, evocado e de transferência, em A e em B, respectivamente, deverão ser observados de forma simultânea. O experimento de Gringerg-Zylberbaum que ocorreu do modo aqui descrito, seria uma evidência da não-localidade da consciência, uma vez que os cérebros-mentes de A e B seriam um sistema interligado não-localmente.

domingo, 7 de novembro de 2010

Werner Heisenberg


O princípio da Incerteza - Δp.Δx ≥h/4π

Δp: Incerteza da da posição
Δx: Incerteza do momento
h: constante de Plank (6,6 x 10-27 erg. seg)

Um dos pilares da mecânica Quântica afirma a impossibilidade de se determinar simultaneamente a posição e a velocidade de uma partícula com precisão, contrariando a afirmação da física relativista. Se vc define a velocidade da partícula a sua posição estará indefinida. Assim, para a mecânica quântica tudo é uma questão de probabilidade.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Experiência da Fenda Dupla - dualidade onda-partícula


Adoro essa experiência
Bizarro mundo quântico

¨Em um sistema quântico, você nunca pode ter certeza do resultado de um experimento. O máximo que podemos fazer é calcular as probabilidades de obtermos um ou outro resultado. Hoje em dia conseguimos facilmente lançar elétrons de um em um, com a freqüência que desejarmos. Quando um único elétron se depara com os dois orifícios - contanto que ninguém olhe pra ele - padrões de interferência insistem em se formar na tela do experimento. O elétron parece passar pelos dois orifícios ao mesmo tempo, e ainda ao emergir do outro lado dos orifícios, ele interfere consigo mesmo! Formando assim o padrão observado¨.

¨Algo mais estranho ainda acontece quando alguém resolve bisbilhotar e tenta descobrir por qual das fendas o elétron passa: o elétron resolve esconder o jogo e simplesmente deixa de se comportar como uma onda e volta a ser a partícula que Sr. Isaac Newton imaginara. Os detectores de elétrons que você instalou detectam que a metade deles passou por um dos orifícios e a outra metade pelo outro e o padrão de interferência desaparece. De alguma forma, o ato de observar, com qualquer instrumento de medição, interfere no sistema e ele passa a agir diferente¨.]

Elementar meu caro Watson

domingo, 17 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O que é um paradoxo?


O que é um paradoxo??

Por Arião Sayão Romita - trecho da aula de pós-graduação em direito e processo do trabalho - LFG

O vocábulo paradoxo provém do grego paradóksos, composto de para( contra)= dóksos (opinião, julgamento, crença), isto é, opinião contrária à comum.

Em linguistica, a figura em que uma afirmação aparentemente contrária é, no entanto, verdadeira.

Em fisolofia, afirmação que contraria sistemas ou pressupostos que se impuseram como incontestáveis ao pensamento em geral, à opinião concebida ou à crença compartilhadam pela maioria.

Em lógica, dupla implicação entre uma preposição e sua negação, que caracteriza uma contratição insolúvel.

Paradoxo semântico é o que, de modo não explícito, confude os conceitos e suas referências. Entre os paradoxos semânticos, encontra-se o paradoxo do mentiroso, consistente na declaração rigorosamente verdadeira e falsa ao mesmo tempo, segundo o qual: eu minto.

Ao afirmar que minto, formulo ao mesmo tempo uma proposição verdadeira e falsa. Se a proposição é verdadeira, digo a verdade, logo, não minto. Se é falsa, o racioncínio se inverte.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O gato de Schrodinger



Quando falamos sobre o "gato de Schrödinger" estamos nos referindo a um paradoxo que aparece a partir de um célebre experimento imaginário proposto por Erwin Schrödinger em 1937, para ilustrar as diferenças entre interação e medida no campo da mecânica quântica.
O experimento mental consiste em imaginar um gato aprisionado dentro de uma caixa que contém um curioso e perigoso dispositivo. Esse dispositivo se constitui de uma ampola de frágil vidro (que contém um veneno muito volátil) e um martelo suspenso sobre essa ampola de forma que, ao cair, essa se rompe, liberando o gás venenoso com o qual o gato morrerá. O martelo esta conectado a um mecanismo detetor de partículas alfa, que funciona assim: se nesse sensor chegar uma partícula alfa que seja, ele é ativado, o martelo é liberado, a ampola se parte, o gás escapa e o gato morre; pelo contrário, se nenhuma partícula chegar, nada ocorrerá e o gato continuará vivo.

Quando todo o dispositivo estiver preparado, iniciamos o experimento. Ao lado do detetor colocamos um átomo radioativo que apresente a seguinte característica: ele tem 50% de probabilidade de emitir uma partícula alfa a cada hora. Evidentemente, ao cabo de uma hora só terá ocorrido um dos dois casos possíveis: o átomo emitiu uma partícula alfa ou não a emitiu (a probabilidade que ocorra um ou outro evento é a mesma). Como resultado da interação, no interior da caixa o gato estará vivo ou estará morto. Porém, isso não poderemos saber --- a menos que se abra a caixa para comprovar as hipóteses.

Se tentarmos descrever o que ocorreu no interior da caixa, servindo-nos das leis da mecânica quântica, chegaremos a uma conclusão muito estranha. O gato viria descrito por uma função de onda extremamente complexa resultado da superposição de dois estados, combinando 50% de "gato vivo" e 50% de "gato morto". Ou seja, aplicando-se o formalismo quântico, o gato estaria por sua vez 'vivo' e 'morto'; correspondente a dois estados indistinguíveis!

A única forma de averiguar o que 'realmente' aconteceu com o gato será realizar uma medida: abrir a caixa e olhar dentro. Em alguns casos encontraremos o gato vivo e em outros um gato morto.
Por que isso?
Ao realizar a medida, o observador interage com o sistema e o altera, rompendo a superposição dos dois estados, com o que o sistema decanta em um dos dois estados possíveis.

O senso comum nos predispõe que o gato não pode estar vivo e morto. Mas a mecânica quântica afirma que, se ninguém olhar o interior da caixa, o gato se encontrará numa superposição dos dois estados possíveis: vivo e morto.

Essa superposição de estados é uma conseqüência da natureza ondulatória da matéria, e sua aplicação à descrição mecânico-quântica dos sistemas físicos é que permite explicar o comportamento das partículas elementares e dos átomos. A aplicação disso aos sistemas macroscópicos como o gato ou, inclusive, se assim o preferir, a qualquer professor de física quântica, nos levaria ao paradoxo proposto por Schrödinger.

Curiosamente, alguns livros de física, para colaborar com a 'lei dos direitos dos animais', substitui nesse dispositivo experimental (hipotético) a ampola com veneno por uma garrafa de leite que ao romper-se, permite ao gato alimentar-se. Os dois estados possíveis agora são: "gato bem alimentado" ou "gato esfomeado". O que, também, tem sua parcela de crueldade.

Comentário
Quando se recorre á imagem do "gato de Schrödinger" já sabemos que estamos nos referindo a um dos aspectos mais singulares e misteriosos da mecânica quântica, a saber, que tais fenômenos quânticos necessitam, para ocorrer, da consciência de um observador. Explico melhor: quando se produz o colapso da função de onda de uma partícula --- que, segundo os 'entendidos' possui consistência ondulatória e corpuscular indistintamente --- esta pode resultar com um dado sinal (para seu 'spin') (+) ou outro (-), porém, enquanto alguém, um observador, não constatar, esse resultado não existe.

Não é que o resultado seja positivo ou negativo (todavia, desconhecido), não, é mais estranho ainda: o novo estado da partícula em questão (e suas possíveis conseqüências) não existe de nenhuma maneira até que seja verificado pela observação. Ainda não entenderam? Certo, junte-me a essa lista.
Richard Feymann, premio Nobel de Física, já dizia: "quem não ficar pasmado com a física quântica é porque não a compreendeu". Pasmem!

Como ninguém entendeu nada, vale salientar que esse experimento mental tem outra versão: no exterior da caixa há uma partícula cuja função de onda entra em colapso; se o resultado do colapso resultar uma partícula com spin positivo o sensor acusa e o gato morre, se resultar com spin negativo o sensor nada acusa e o gato vive. Até que se observe o interior da caixa, o gato estará vivo e morto.

A imagem desse "gato", na física quântica, pelo menos tem uma vantagem, a de evitar repetir tediosas explicações como o princípio da incerteza, a simultaneidade do caráter ondulatório e corpuscular das partículas e outros detalhes técnicos desse peculiar campo da física

Prof.Luiz Ferraz Neto