sexta-feira, 23 de abril de 2010

Amit Goswami - Phd em física nuclear


Qual é o papel do observador?

Na Física Quântica, por sete décadas, tentou-se negar o observador. De alguma forma, achava-se que a Física deveria ser objetiva. Se dessem um papel ao observador, a Física não seria mais objetiva. A famosa disputa entre Böhr e Einstein, a que se refere essa disputa, basicamente qual é o papel do observador?, sempre terminava com Bohr ganhando a discussão, mostrando que não há fenômeno no mundo a menos que ele seja registrado. Bohr não usou a consciência.. mas atualmente, vem crescendo o consenso, muito lentamente, de que a Física Quântica não está completa, a menos que concordemos que nenhum fenômeno é um fenômeno, a menos que seja registrado por um observador, na consciência de um observador. E isso se tornou a base da nova ciência.

Na Física Quântica há um movimento contínuo. A Física Quântica prevê isso. Não há dúvida que a Matemática Quântica é muito capaz, muito competente, e ela prevê o desenvolvimento de ondas de possibilidades, a matéria é retratada como ondas de possibilidades. O modo como elas se espalham é totalmente previsto pela Física Quântica. Mas agora temos probabilidades de possibilidades. Nenhum evento real é previsto pela Física Quântica. Para conectar a Física Quântica a observações reais, embora não vejamos possibilidades e probabilidades, na verdade vemos realidades. Esse é o problema das medições quânticas. E luta-se com esse problema há décadas, como eu já disse, mas nenhuma solução materialista, uma solução mantida dentro da primazia da matéria foi bem sucedida. Por outro lado, se considerarmos que é a consciência que escolhe entre as possibilidades, teremos uma resposta, mas a resposta não é matemática. Teremos de sair da matemática. Não existe Matemática Quântica para este evento de mudança de possibilidades em eventos reais, que os físicos chamam de ‘colapso da onda de possibilidade em realidade’. É essa descontinuidade do colapso que nos obriga a buscar uma resposta fora da Física. O que é interessante é que se postularmos que a consciência, o observador, causa o colapso da onda de possibilidades, escolhendo a realidade que está ocorrendo, podemos fazer a pergunta: qual é a natureza da consciência? E encontraremos uma resposta surpreendente. Essa consciência que escolhe e causa o colapso da onda de possibilidades não é a consciência individual do observador. Em vez disso, é uma consciência cósmica. O observador não causa o colapso em um estado de consciência normal, mas em um estado de consciência anormal, no qual ele é parte da consciência cósmica.

Sou um grande seguidor de Jung. Acho que Jung foi dos precursores da integração que está ocorrendo agora. Nos meus primeiros textos, eu citava muito a afirmação de Jung de que, um dia, a Física Nuclear e a Psicologia se unirão. E acho que Jung ficaria satisfeito com esta conversa e, em geral, com a integração da Física e da Psicologia transpessoal que vemos hoje. Isto posto, acredito no conceito de arquétipo de Jung, e acho que o modo como Jung o apresentou, e Platão o apresentou, de que são aspectos eternos da consciência, contextos eternos da consciência... a consciência tem um corpo contextual no qual os arquétipos são definidos e, então, eles governam o movimento do nosso pensamento. Acho que é um conceito muito poderoso. Mas, ao mesmo tempo, na Física Quântica, existe a idéia de que todos os corpos de consciência, tudo o que pertence à consciência, inconsciência, são possibilidades. E por causa disso, por tudo ser possibilidade, surge a questão: alguém pode ir além de arquétipos fixos e considerar arquétipos evolucionistas? Não se pode descartar o que Rupert tenta dizer. Houve uma idéia semelhante, de Brian Josephson, um físico que publicou um trabalho na Physical Review Letters, revista de grande prestígio, dizendo que as leis da Física podem estar evoluindo. Da mesma forma, outras pessoas, cientistas muito sérios, sugeriram que, talvez, forças gravitacionais mudem com o tempo. Essa idéia de arquétipos fixos é uma idéia muito importante. Eu a apóio totalmente. Mas também vejo que na Física Quântica há espaço para a evolução dos arquétipos. Não devemos descartar totalmente idéias que dizem que arquétipos evoluíram. Ainda seremos capazes de determinar isso experimentalmente.

Há evidência empírica? Acontece que os dois aspectos fundamentais da nova física, a consciência causa o colapso da possibilidade em realidade, e o segundo, que essa consciência é uma consciência cósmica, os dois aspectos foram confirmados por dados empíricos. Antes, darei os dados para o segundo, porque é o mais simples para o espectador. O primeiro é um pouco difícil. Talvez possamos incluir os dois. O primeiro experimento é muito importante porque já foi aplicado. Em 1993 e 1994, o neurofisiologista mexicano Jacobo Greenberg Silberman, ele e seus colaboradores fizeram um experimento, no qual havia dois observadores meditando por 20 minutos, com o propósito de terem comunicação direta. Comunicação direta no estilo de não-localidade. Sinais não-locais ocorrendo entre eles, e ainda assim eles teriam comunicação. Certo, eles meditaram juntos. Pediu-se que mantivessem o estado meditativo durante o resto do experimento. Mas então, um deles é levado para outro recinto. Eles ficam em câmaras de Faraday, onde não é possível a comunicação eletromagnética. Os cérebros deles são monitorados. Uma das pessoas vê uma série de ‘flashes’ brilhantes, o cérebro dele responde com atividade elétrica, obtém-se o potencial de resposta muito claro, picos muito claros, fases muito claras. O cérebro da outra pessoa mostra atividade, a partir da qual obtém-se um potencial de transferência que é muito semelhante em força e 70% idêntico em fases ao potencial de resposta da primeira pessoa.

O mais interessante é que, se voce pegar duas outras pessoas, duas pessoas que não meditaram juntas, ou pessoas que não tinham a intenção de se comunicar, para elas, não há potencial de transferência. Mas para pessoas que meditam juntas, invariavelmente, muitas vezes, um em cada quatro casos, obtemos o fenômeno de potencial de transferência. E Peter Fenwick, na Inglaterra, há dois anos, confirmou isso, repetindo o experimento. Assim, temos evidência empírica. Se tivéssemos tempo, e voce tivesse paciência, eu poderia lhe dar inúmeros dados. Outro dado que é muito interessante: considere o caso de geradores de números aleatórios. Eles são realmente aparelhos quânticos, pois eles pegam eventos radiativos, que são aleatórios, e os convertem em seqüências de números, seqüências de zeros e uns. Em uma longa cadeia, deve haver número igual de zeros e uns. É o que se espera da sequência aleatória. Helmut Schmidt, um físico que pesquisa parapsicologia, tenta há quase 20 anos, fazer com que médiuns influenciem os geradores de números aleatórios para gerarem sequências não-aleatórias, mais zeros que uns. E ao longo dos anos ele conseguiu boas evidências de que, até certo ponto, os médiuns conseguem fazer isso. Um resultado com um grande desvio. Isso ainda não tem nada a ver com Física Quântica, mas recentemente, em um trabalho publicado em 1993, Schmidt retratou uma modificação revolucionária desses dados. O que ele fez, recentemente, é que o gerador de números aleatórios, os dados do gerador de números, a sequência, é armazenada num computador, ela é impressa, mas ninguém olha. Os dados impressos são fechados num envelope e enviados para um observador independente. Três meses depois, o observador, sem abrir o envelope, escolhe o que quer ver, mais zeros ou mais uns. Tudo segue um critério. Então ele liga para o pesquisador, o pesquisador diz ao médium para olhar os dados, e pede a ele para mudar os resultados, influenciá-los, se puder. E o médium tenta produzir mais zeros, se esse for o desejo do observador.

E então, o observador abre o envelope e verifica se o médium conseguiu. E a incrível conclusão é (é um resultado sério, não é fácil contestá-lo) que o médium, em 4 de cada 5 tentativas, consegue mudar os números aleatórios gerados pelo aparelho, mesmo após três meses. Este mito de que o pensamento causa o colapso de si mesmo, que o colapso é objetivo, sem que o observador consciente as veja, é apenas um mito. Nada acontece, tudo é uma possibilidade até que o observador consciente veja. Numa experiência controlada, as pessoas intervieram. As pessoas viram, sem contar a ninguém, viram os dados, a impressão. Nesses casos, o médium não influenciou os dados. Está claro que a consciência exerce um efeito, exatamente como Bohr suspeitava, como Newman suspeitava. Agora estamos fazendo teorias mais completas e experimentos mais completos baseados nessas teorias. Henry Stab colaborou com todas essas idéias que apresentei, consciência causando o colapso de funções quânticas em eventos reais. Ele participou do experimento com Schmidt. Então, estamos vendo uma mudança revolucionária na Física, não menos revolucionária do que a acontecida com Copérnico. Claro que haverá reações, como a que apresentou, e temos de ser muito pacientes, calmos, e trabalharmos juntos para superar essas tendências contrárias. Mas temos a certeza de que existe algo que todos devemos olhar. Isso é revolucionário, é novo e pode mudar, como já discutimos, as dificuldades com valores que a sociedade vem enfrentando. Não vamos nos preocupar em como pode ser, mas vamos olhar os dados, olhar a teoria e perguntar: pode ser? Se pode, que oportunidade fantástica temos para integrar todos esses movimentos díspares de consciência que nos separaram por tanto tempo.

Entrevista dada pelo físico indiano phd em física nuclear Amit Goswami para o programa Roda Viva.

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Em Física basta dizer-se a palavra "luz" para que todos entoem «nada se move mais depressa do que a luz» - o que é de facto verdade. Mas a luz tem outra propriedade espantosa: propaga-se a uma e uma só velocidade, que é uma das constantes da natureza. Esta ideia foi consagrada por Einstein na sua teoria da relatividade restrita e é um dos pilares da física moderna. Mas se não for correcta? Em Mais Rápido que a Luz, o físico João Magueijo propõe uma especulação extraordinária: que a velocidade da luz tenha sido maior no universo primordial.

João Magueijo e seus colaboradores interrogavam-se se seria a inflação a verdadeira solução para os enigmas do Big Bang. E numa tentativa de enriquecer o debate, avançaram outra alternativa à cosmologia inflacionária: em vez de alterar o conteúdo material do Universo, optaram por admitir uma velocidade da luz muito mais elevada no Universo primitivo, seguida de uma desaceleração para o seu valor actual. Com isto, conseguiram desenvolver um novo cenário onde grande parte dos referidos enigmas era resolvida. Porém esta alteração, a princípio admitida como uma simples hipótese de trabalho, não é aceite pela comunidade científica por entrar em conflito com a física actual, pois colide com um dos Postulados da Teoria da Relatividade Restrita de Einstein, o postulado da invariância da velocidade da luz no vácuo, c. Desde então, c é considerada como uma das constantes universais da física. Assim, a hipótese de JM e seus colaboradores vem chocar com um dos princípios sacrossantos da física moderna. É claro que JM te m perfeita consciência desta dificuldade, e por isso mesmo tem procurado ultimamente construir um quadro fisicamente razoável para de senvolver as teorias da velocidade da luz variável, que tem repercussões praticamente em toda a física actual. Daí a grande importância das investigações deste físico português a trabalhar no Reino Unido. Só o futuro dirá se estas teorias serão levadas a bom porto, apesar das naturais reticências levantadas por muitos físicos. Por mim, defendo que todos temos a ganhar com o enriquecimento de um debate que vai com certeza proporcionar uma melhor fundamentação das teorias físicas. Mas será que esta via tornará mais viável uma teoria quântica da gravitação? Ou será antes o caso que estes dois belos edifícios construídos no século XX permanecerão definitivamente separados, como alguns sugerem?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Entropia - Segunda lei da termodinâmica


A extensão do estado de desordem em que esta energia se encontra é medida por uma quantidade conhecida por entropia. Quanto maior é o estado de desorganização, tanto maior é a entropia, quanto menos extensa for a desorganização, menor é a entropia.

De acordo com essa lei da termodinâmica, num sistema fechado, a entropia nunca diminui. Isso significa que, se o sistema está inicialmente num estado de baixa entropia (organizado), tenderá espontaneamente a um estado de entropia máxima (desordem).

Originalmente, "entropia" (troca interior) surgiu como uma palavra cunhada do grego de em (en - em, sobre, perto de...) e sqopg (tropêe - mudança, o voltar-se, alternativa, troca, evolução...).

O Universo começou com uma entropia baixa e, de acordo com a segunda lei da termodinâmica, essa entropia foi aumentando (desordem) desde então .

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Trechos do livro - A física da alma - Amit Goswami

A palavra quantum significa ¨uma quantidade discreta¨.Por exemplo, um quantum de luz, chamado de fóton, é uma quanmtidade discreta e indivisível de energia, um feixe de energia localizada.

O que significa dizer que a matéria tem natureza de onda e,por isso, pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Se isso parece paradoxal, o paradoxo se resolve quando se percebe que as ondas da matéria são ondas de possibilidades (função de onda);elas estão em dois lugares (ou mais) ao mesmo tempo apenas em possibilidade, apenas como superposição da duas (ou mais)possibilidades.

Objetos quânticos existem como superposição de possibilidade até que nossa observação cause a realidade da potencialidade, gerando um evento real e localizado dentre diversos eventos possíveis. Se uma possibilidade em particular tem uma grande chance de se tornar real, graças a observação, então a onda de possibilidade também é forte; quando a onda é fraca, é pequena a probabilidade de que sua possibilidade correspondente se torne real.

Um exemplo ajuda a esclarecer a questão. Suponha que liberamos um elétron dentro de um recinto. Em instantes, a onda de elétron se espalha pelo lugar. Agora, suponha que montamos uma rede de detectores de elétrons, chamados cotadores Geiger, nesse recinto.Será que todos os contadores acusam alguma coisa? Não. Só um dos contadores detecta o evento. Conclusão? Antes da observação, o elétron efetivamente se espalhou pelo cômodo, mas apenas como uma ond de possibilidade. E a observação fez com que a onda se tornasse real.

Pág. 143/144: Quanto maior o fardo sobre nossa memória e sua repetição, mais nossa liberdade de escolha fica comprometida. Se um estímulo foi encontrado, é grande a possibilidade de que respondamos da mesma maneira que respondemos antes. Isso, obviamente, é uma propriedade bem conhecida da memória; a evocação aumenta a possibilidade de novas evocações. A tendência vem das probabilidade dessas possibilidades quânticas que vivenciamos no passado. Isso se chama condicionamento (crifo meu)

Glossário

Complementaridade: característica de objetos quânticos possuindo opostos, como natureza de onda e natureza de partícula, dos quais podemos ver apenas em um arranjo experimental Os aspectos complementares de um objeto quântico referem-se a ondas transcendentais e partículas amanentes.

Consciência: a base de toda a existência, que se manifesta como sujeito que escolhe e experimenta o que escolhe, ao pôr em colapso a função de onda quântica no cérebro, em uma célula viva ou em outros conglomerados celulares.

Correlação não-local: relação de fase, que persiste, mesmo a distância entre dois objetos quânticos que interagiram durante um períodoe depois pararam de interagir(aparentemente)

Domínio Transcedental: pertencente a um reino de realidade que se localiza paradoxalmente tanto dentro quanto fora do espaço-tempo físico.

Função de onda: função matemática que representa a amplitude de onda das ondas de possibilidades quânticas; obtida como solução da equação de Schrodinger.

Lei da conservação de energia: A energia do universo material permanece constante.

Localidade: idéia de que todas as interações ou comunicações entre objetos se dá mediante campos ou sinais que se propagam pelo espaço-tempo, obedecendo ao limite da velocidade da luz.

Materialista: é o realista materil, uma pessoa que afirma que a matéria é a base de toda a existência.

Não-localidade: influência ou comunicação instatânea sem qualquer troca de sinais através do espaço-tempo; uma unidade indivisa, uma inseparalidade que transcende o espaço-tempo.

Onda de possibilidade: estado quântico multifacetado com relações de fase entre duas diferentes facetas (ou possibilidades). Por exemplo, um elétron que passa por uma dupla ranhura torna-se uma onda de dois estado possíveis, um estado correspondente à sua pasagem pela ranhura um, e outro estado correspondendo à sua passagem pelaranhura dois.

Padrão de interferência: o padrão de reforço de uma pertubação de onda em alguns lugares e que não interagem, nas quais as coisas acontecem em paralelo. Em outras palavras, para cada estadodo cérebro, háum estado mental correspondente.

Realidade: tudo o que existe, inclusiv o que é local e não local, imanente e trascedente; em contraste, o universo do espaço-tempo se refere ao aspecto local e imanente da realidade.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Entenda o paradoxo de EPR


O paradoxo de EPR (por Michel Garcia Antunes)

O experimento EPR, foi uma tentativa de Einstein, Podolsky e Rolsen de acabar com a incompletude do qual acreditavam que existia na teoria quântica. Essa teoria baseava-se na idéia que o momentum, posição e velocidade da partícula já estariam pré-definidos. E ainda, a Idéia básica da física clássica é que a velocidade da luz era no máximo de 300.000.000 m/s e nada poderia ser mais rápido que isso.

Já a resposta dada pelos físicos quânticos, em seu paradoxo de EPR, defendiam que as partículas subatômicas não estariam pré-definidas, sendo impossível determinar todas as suas particularidades (Princípio da Incerteza). Mas a idéia central desse paradoxo é de que partículas em estado de emaranhamento se influenciavam mutuamente e instantaneamente, independente do local onde se encontravam, realizando um processo chamado de Não-localidade quântica.

Para explicar de forma mais simples essa idéia imagine um elétron carregado aqui na Terra e outra, emaranhada, em outro local distante do Universo. Quando medimos (colapso da função de onda) esta partícula aqui da Terra, definindo o seu Spin, instantaneamente a partícula emaranhada sofrerá alteração no seu spin. Assim, afetando uma partícula a outra também será afetada pelo colapso, mudando sua rotação e atingindo o seu momentum angular, ou estado de singlet. Einstein chamava esse efeito de ¨fantasmagórica ação à distância¨.

Mas para que esse efeito aconteça, de forma instantânea, é necessária uma velocidade superior ao da luz, algo que viola a teoria da relatividade defendida por Einstein.

Alan Aspect, junto com sua equipe, constataram esse mesmo efeito, de que as partículas se comunicavam independente da distância que se encontravam. Parece que a partícula sabia o que estava acontecendo com a outra. Ai temos a ideia de que o próprio Universo seja um imenso holograma.

Assim, para a mecânica quântica, a partícula não está definida até ser feita a medição, e antes ela é uma função de onda, ou seja, probabilidade. “ Quando não está se observando ela é uma onda de possibilidades, e quando está se olhando temos uma partícula”, assim dizia o físico indiando Amit Goswami.

¨Sabe-se, experimentalmente, que objetos quânticos, quando relacionados de modo adequado, influenciam-se mutuamente de forma não local, ou seja,sem sinais pelo espaço e sem que decorra um tempo finito.Portanto, Objetos quânticos correlacionados (emaranhados) devem estar interligados em um domínio que transcende o tempo e o espaço. Não localidade implica transcedência. Decorre disso que todas as ondas quânticas de possibilidade situem-se em um domínio que transcende tempo e espaço, ao qual vamos chamar de domínio da potencialidade transcedente, usando uma expressão de Aristóteles, adaptadaor Werner Heisenberg. E não pense que a possibilidade seja menos verdadeira que a realidade, pelo contrário. O que é potencial pode ser mais real do que aquilo que é manifesto, pois a potencialidade exsite em um domínio atemporal, enquanto qualquer realidade é meramente efêmera: ela existe no tempo¨.(Goswami, Amit. A física da Alma. 2005)

Werner Heisenberg ilustra seu Princípio da Incerteza apontando para baixo com a mão direita para indicar a localização de um elétron e apontando para cima com a outra mão para suas ondas, para indicar sua energia. Num determinado instante, quanto mais estamos certos sobre o momentum de um quantum, menos certeza temos de sua exata localização.

Neils Bohr acena com dois dedos para enfatizar a dualidade, natureza complementar da realidade. O quantum não observado é ao mesmo tempo uma onda e uma partícula, mas um determinado experimento pode mostrar apenas uma forma ou outra. Bohr argumenta que as teorias sobre o universo devem incluir um fator que contabilize os efeitos do observador sobre determinada medição do quanta. Bohr e Heisenberg argumentam que predições na Mecânica Quântica são limitadas para descrições estatísticas do comportamento do grupo. Isso levou Einstein a declarar que não podia acreditar que Deus joga dados com o universo.

Albert Einstein aponta um dedo para cima, para indicar sua crença de que o universo pode ser descrito com uma equação de campo unificado. Einstein descobriu a relatividade do tempo e relação matemática entre energia e matéria. Ele dedicou o resto de sua vida tentando formular uma teoria do campo unificado. Ainda que considerasse que devemos agora usar probabilidades para descrever eventos quânticos, Einstein expressou a esperança de que os cientistas do futuro encontrarão uma ordem oculta para a Mecânica Quântica.

Richard Feynman toca bongô, com diagramas de Feynman de partículas virtuais subindo como notas musicais. Ele inventou Quantum-Elétron-Dinâmica, o mais prático sistema para resolver problemas em Mecânica Quântica. Feynman renormalizou os infinitos que impediam as soluções exatas das equações quânticas.

O gato de Schodinger está piscando e roçando em Bohr. A mulher azul vergada sobre a Terra é Nut, a deusa egípcia do céu. Ela acaba de jogar dados atrás das costas de Einstein. Nut está dando a luz a chuvas de partículas elementares, que caem como cascatas sobre as borboletas do caos.
Traduzido do site de David B. Martinez
http://members.aol.com/elchato/